O que fazer quando seu homem te irrita

 

Uma vez, uns anos atrás, eu ouvi de um mentor que eu respeito muito:

 

Se você nunca quis esganar o homem que está ao seu lado, você nunca amou.

 

No segundo que eu ouvi isso eu pensei: Credo!

 

Eu estava no início do meu namoro. Aquilo não fazia o menor sentido!

 

Hoje, alguns anos depois, curiosamente vi o mesmo mentor falando a mesma coisa há uns dias atrás.

 

E então pensei: Uau! Isso faz muito sentido!

Com os anos, a intimidade aumenta – e isso é ótimo! Aumenta a parceria, a cumplicidade, e a abertura do coração.

 

Você começa a reconhecer no olhar dele quando ele está precisando de ajuda e não consegue expressar; quando ele teve um dia difícil e chega a estar pálido de tão cansado; e simplesmente quando ele está um mala por que está morrendo de fome e, mais uma vez, são 9 horas da noite e ele esqueceu de almoçar.

 

Tudo isso quando estamos de bom humor, vai legal. Vai tranquilo. Vai no flow. Você leva na esportiva.

 

Brabo é quando calha dos 2 terem um dia difícil no mesmo dia.

 

Aí o bagulho fica doido meu parceiro.

 

Não é um mau humor. São dois.

Não é um que só vê problema. São dois.

Não é um preso no padrão mental de estresse. São dois.

E aí que aquele colo que você está acostumada a ter quando chega exausta, também está precisando de colo.

 

Com os anos, eu aprendi a não comparar problemas. Era o meu primeiro erro.

 

“Você não sabe como foi meu dia”

Não. Ele não sabia mesmo.

 

E ele não sabe como foi o seu dia também. Por mais que a gente conte, ninguém sente os nossos problemas como a gente.

 

Embarcávamos então numa disputa infinita de quem estava na bosta pior. E a disputa era acirrada!

 

Hoje, quando eu não sei como ajudar, eu me limito a dizer:

 

Meu amor, eu não posso imaginar o que você está passando. Perdão por não conseguir te ajudar mais. Conte comigo. Eu te amo.

 

E ele aprendeu a falar:

 

Eu não sei o que dizer amor. Perdão por não conseguir te ajudar da forma como você merece e precisa agora. Estou aqui. Estou te ouvindo. Te amo.

 

Não precisamos ter as respostas certas sempre. Algumas vezes não precisamos nem ter respostas. Apenas estar perto, sentir a presença e a força que vem daquela pessoa, já ajuda. Já não nos sentimos tão sozinhas.

 

Esse é o cenário ideal.

 

Mas ele nem sempre acontece.

 

Ás vezes as palavras saem tortas.

O tom não agrada.

Ou simplesmente o clima está muito estranho mesmo.

 

E aí?

 

E aí voltamos a frase do meu mentor.

 

Por mais que eu ame muito o homem que está do meu lado – e eu amo! – algumas vezes ele me irrita a um ponto absurdo.

 

E eu irrito ele também!

 

Somos dois seres diferentes. Que vieram de lugares diferentes. Que nasceram com culturas familiares diferentes. De pais diferentes. Com irmãos diferentes. Estudando em escolas diferentes. Com experiências de vida diferentes.

 

Se brigamos com nossos irmãos que cresceram com a gente, por que esperamos que uma vida a dois não tenha momentos de tensão?

 

Crescemos vendo os contos de fadas – e eu não vou falar mal deles por que amo todos – mas na real, a gente só viu a parte do namoro deles. E início de namoro! Aquela fase florida, onde a gente tem mil dedos e vai abrindo o coração aos poucos. Mostrando aos poucos quem somos. Encantando e se deixando encantar. #aimeucoraçaum

 

O único príncipe que vimos num momento de revolta – ou fome, que é basicamente a mesma coisa para os homens – foi a Fera! Quando a Bela mexe nas coisas dele #quemnunca e eles nem estavam casados ainda!

 

Eu não vim aqui hoje para falar que brigar é o máximo.

Vim falar que faz parte. O atrito faz parte do crescimento, do aprendizado. 

 

Vim falar que mesmo no atrito é preciso respeito.

Mesmo na hora da raiva, é preciso amar.

 

Como amar na hora da raiva?

 

A raiva é um sentimento, certo?

 

É o resultado de alguma coisa que aconteceu, um sintoma que mascara outros sentimentos como insegurança, frustração, luto, tristeza. O ideal é você parar um minutinho antes de explodir e falar um monte de coisa que vai magoar o outro, e identificar o que está por trás dessa raiva toda!

 

Quando você está com raiva, você não está sendo você. Está sendo uma versão mais brava, menos flexível, menos aberta, mais disposta a falar do que ouvir.

 

Com raiva, você não está em sintonia com você mesma.

 

Você não precisa desabafar a raiva em forma de palavras com ele no momento da sua fúria. Minhas amigas me chamam carinhosamente de Mulher Furacão. Então, você imagina o trabalho pessoal que eu preciso fazer toda vez que um certo alguém me tira do sério.

 

Por mais que na hora do sangue quente você queira tirar esses sentimentos de dentro de você, há outras formas de processar essa raiva toda. Dá para falar SIM o que você quer falar, mas num outro momento, com outras palavras, com outro tom. E outra energia.

 

Culpar o outro é descarregar a dor que estamos sentindo.

 

Por mais que ele tenha participação, que ele tenha falado algo que caiu mal ou feito alguma coisa que te magoou muito, berrar com ele num momento de raiva dificilmente vai levar vocês a uma resolução.

 

Antes de falar o que você está se coçando para falar, pense:

Onde eu quero chegar com o que eu vou falar?

De verdade. Eu só quero falar para tirar isso de dentro de mim e “dizer umas verdades” ou a minha intenção legítima é de nos entendermos, então o que eu vou colocar colabora com esse propósito?

 

Eu tive um coach sensacional que me dizia:

 

Marina, quando eu sinto muita raiva da minha esposa e não posso fazer nada, eu me concentro muito. Concentro toda essa raiva no meu intestino.

E solto um pum.

 

Mais para frente farei um outro post, com outras coisas que é possível fazer para acalmar os ânimos na hora da fúria.

 

Até lá, ficamos com a sugestão do meu coach.
Vamos nessa!!!

Author: Marina

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