A Princesa e a Guerreira

Eu gosto das princesas.

Estão liberados até para achar graça de uma quase trintona que afirma gostar das princesas Disney – até hoje.

 

Mas é verdade. Eu gosto das princesas.

 

Até hoje me dou o deleite de, vez por outra, parar por 100 minutinhos e me embrenhar num mundo de cor, sonhos, superação e música.

Superação sim.

Ariel deu “adios” para o pai e as irmãs e foi atrás do sonho dela: andar, explorar um mundo maior que o conhecido por todos à sua volta e viver o que verdadeiramente falava em seu coração.

 

Jasmin se recusou a ter um casamento sem amor e se mandou pulando o muro com a ajuda do seu pet tigre. Foi entender o que ela queria, fugiu para conhecer a cidade para na verdade conhecer a si mesma. Se colocou num breve caminho de autoconhecimento e acabou esbarrando num tal Aladdin.

 

Bela achava aquele lugarejo em que morava bem chatin #quemnunca e decidiu que queria um mundo bem mais amplo, com coisas lindas para ver – e foi exatamente onde ela foi parar. Deu vários tocos no bonitão da cidade – que também era um machista egoísta – mesmo quando todas a achavam louca por recusar o “bom” partido.

Cuidado, o que é bom para suas amigas ou irmãs pode não ser o que é bom para você. Esteja atenta para fazer as suas escolhas.

 

O que é bom para as suas amigas pode não ser o que é bom para você.

 

Mulan fugiu da vibe “bela, recatada e do lar” imposta pelos pais e foi para a guerra. Conheceu um general fantástico que a ensinou a acessar a sua guerreira interior. Após salvar a China, casou e além de uma guerreira, é também bela e do lar nas horas vagas.

 

Aprendi – e aprendo – com elas até hoje. São minhas amigas de infância.

 

Revejo esses filmes com o olhar de uma criança, sempre pronta para aprender algo novo. E é impressionante como capto algum novo detalhe, ou me cai uma nova ficha a cada vez que aquele castelinho aparece na tela.

 

Elas imprimem aquele ar doce e gentil, mas por dentro é duro convence-las a desistirem dos seus sonhos ou abrir mão da sua essência.

 

Rapunzel com a sua frigideira que o diga.

De frigideira em frigideira passou de prisioneira alienada para a dona do reino.

De órfã e sozinha à princesa amiga do povo. Talvez uma Lady Di.

 

Lady Di era uma verdadeira princesa. E uma guerreira. Morreu lutando pela sua vida, sua privacidade e acima de tudo, sua felicidade. Não desistiu de si mesma.

 

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Princesas são sim verdadeiras guerreiras.

 

É possível ser uma guerreira de unhas feitas, sobrancelhas anguladas e quem sabe uma blusa rosa vintage de renda. É viável. É possível. E é necessário.

 

Não precisamos nos masculinizar para sermos respeitadas e assumirmos a nossa postura de warrior. Podemos fazer isso do alto do nosso salto 15.

 

Se masculinizar para se empoderar é o mesmo que se apagar para brilhar. Não faz sentido.

 

Se masculinizar é o mesmo que dizer que o seu lado feminino não tem força. Que seu lado feminino não tem lógica. Que seu lado feminino não pensa.

 

Nada disso é verdade.

 

É assumir que só os homens sabem, que só os homens são capazes, que só os homens estão liberados para vencer. Colocando dessa forma dá até um arrepio na espinha neh? Mas é assim que nós vivemos.

 

Vivemos colocando uma carcaça masculina por cima da nossa blusa social branca e cheirosa para que as pessoas não percebam que somos mulheres.

 

#mulhersimEdaí

 

Do alto do meu 1,60m eu venho aprendendo a me colocar e me defender com firmeza e respeito.

 

Hoje me sinto mais à vontade na minha pele. Era cansativo ter que “man-up” para ganhar o respeito e aprovação dos outros.

 

E você não precisa ser a filha do Sultão ou do Rei dos Mares. Você pode, como a Bela, ser a filha do senhor simples da cidade – conhecido como louco, inclusive – ou filha de pais “trouxas” como a Hermione (termo utilizado no livro Harry Potter #adoro para pessoas que não nascem bruxas).

 

É um treino diário. Hoje eu decido abrir mão de ser o que eu não sou e escolho todo dia ser quem sou na minha mais pura essência.

 

E é isso que eu te convido a fazer.

 

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Será que não está na hora de assumir a sua essência e aprender a se colocar de uma forma que melhor represente quem você realmente é?

 

Está na hora de liberarmos nossas princesas guerreiras e vestir a camisa que nos cabe. Let`s go warriors!

 

#vamosnessa

Author: Marina

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